terça-feira, 29 de agosto de 2023

Paródia - So quero ser Amanda, Bárbarah Ingridd

SER AMADA.

- Quero sussurros e elogios
Seguidos de gritos que estou enganada
E esse tempo todo que mereci ser amada
Quem tenha certeza e me tome o medo
Que me ponha o eixo.
Que considere urgente cada detalhe
E mesmo que falhe
Tente
Tente conhecer meus prantos
Admirar meus cheiros
Investigar meus danos e
Apreciar meus planos.
Que não deixe para depois
Me lembrar dos encantos
Que já nem percebo.


Eu quero ser amada de verdade,sem ser traída,sem ser julgada,sem ser recriminada,quero se amada pela mulher que sou,que sinto que falo,que sei.
E quero amar.
Quero amar de verdade,quero amar alguém que me ame e jamais consiga abrir mão de mim,que jamais consiga tentar me esquecer.
Que me tenha como prioridade,que se orgulhe da mulher louca que sou ás vezes,mas que tenha paciência da menina boba que consigo ser ás vezes também.
Quero amar alguém que me admire pelo que sou,que consiga ver em mim todo o amor que tenho guardado.
Quero amar alguém que entenda que o que quero muita vezes é um olhar apaixonado interessado no que eu falo.
Quero um amor que se interesse não só no que eu falo,mas que também se interesse no que eu sinto,no que eu gosto.
Quero amar alguém que me trate como boneca,princesa,menina,mas que valorize a mulher ousada,inteligente,madura,frágil porém forte quando necessário que sou!
Eu quero amar alguém que valorize acordar e logo pela manhã já sentir minha falta como com certeza eu também sentirei a dele.
Quero amar alguém e dividir tudo com ele,e que não sejam só os planos e sonhos,mas que sejam muito mais que isso...
Eu quero dividir,ser,dar e receber cada sorriso,cadas suspiro apaixonado,cada beijo cheio de amor,desejo e saudade!
E eu quero sentir saudade...e quero que ele também sinta saudades de mim,como nunca experimentou sentir antes por ninguém.
Eu quero amar alguém que verdadeiramente me ame incondicionalmente,e que seja tudo que preciso e que peço aos céus todas as noites!
Eu quero amar alguém que me põe de pé quando eu precise,que me repreenda por amor,por amar,por me amar...alguém que me invente e reinvente,que me acolha,me afague,e que seja meu...só meu!
Por que eu quero ser dele,só dele...só do meu amor!






Paródia - Canção do Exílio, de Gonçalves Dias - Hálefe Rodrigues

 

Canção do exílio

Gonçalves Dias

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá,
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.




Paródia - Canção do Exílio, de Gonçalves Dias - Fernanda Rafá

 

Canção do exílio

Gonçalves Dias

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá,
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem laranjeiras
Onde os animais se alimentam
Onde um briga e o outro canta
E acalma meus tormentos.

Nesse dia o sol aparenta estar mais perto
Nos iluminando radiantemente
Onde todos ficam crentes
Do quanto o mundo é lindo
E imaginando como tudo aquilo foi feito.

Em ver para o mar sozinho
E ver clarear os pensamentos
Onde bonitas estrelas iluminam noite adentro
Onde horas passam e nem percebemos.

Minha terra é diferente
Com dias mais quentes e noites mais claras
Não em questão de clima
Mas no que sinto todos os dias.

Jesus, não permita que eu morra
Sem mais visitá-la
Comparando as coisas daqui com as de lá.

Autor: Fernando Rafá Amaral C. Almeida
Colégio Paralelo 8o ano EFF

Paródia - Canção do Exílio, de Gonçalves Dias - Esther Ricardo

-Universo Digital 

Minha tela tem telas,onde clica o mouse no play, 

Vídeos e memes engraçados, a internet a navegar. 

Minha tela tem redes onde curto, compartilho sem parar,  

Posta e tweets coloridos a vitalizar. 

 

Minha tela tem stories onde tudo é efêmero e vai sumir, 

Selfie e filtros divertidos, é a vida a reluzir. 

Minha tela tem memes onde o riso é fácil de encontrar 

Gargalhadas e likes multiplicam é fácil de gostar. 

 

Minha tela tem jogos onde a vitória é o objetivo final,  

Estratégias e desafios, a adrenalina no virtual. 

Minha tela tem amigos onde a distância não importa mais,  

Conexões e conversas, o mundo em nossas mãos em paz. 

 

Assim minha tela se encontra no universo digital a brilhar, 

Um mundo de possibilidades, sem fronteiras a limitar. 

Minha tela, meu refúgio, onde posso criar e explorar. 


Parádia - O bicho, de Manuel Bandeira - Carolina Oliveira

O Bicho, de Manuel Bandeira

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.


O Bolo 

 

Vi ontem um bolo, de bobeira em cima da mesa, com muito recheio e cobertura. 

Quando chegava alguém, não  

oferecia nem guardava, engolia 

com velocidade. 

O bolo não era de chocolate, 

Não era de trigo, 

Não era de cenoura. 

O bolo, meu Deus, era um sonho  

Paródia - No meio do caminho, de Carlos Drummond de Andrade - Caio Daniel Sousa

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra

tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade

No fim do caminho

No fim do caminho estava Pedro
Pedro estava no fim do caminho
corri, fingi, tropecei em Pedro
no fim do caminho, Pedro tentou me derrubar.
Nunca me esquecerei do galo da queda que minha testa ficou ao desmaiar.
Nunca me esquecerei que no fim do caminho
Pedro queria me sabotar
Pedro estava no fim do caminho
No fim do caminho, Pedro estava lá.

Créditos: No meio do caminho – Poema original de Carlos Drummond de Andrade.

Paródia: Adeus, meus sonhos, de Álvares de Azevedo - Armando Vieira

 Álvares de Azevedo

ADEUS, MEUS SONHOS!

Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!

Misérrimo! votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto...
E minh’alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.

Que me resta, meu Deus?!... morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já que não levo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!


Paródia do Poema


Adeus, meu sonho, morro de luto!

Não tenho a existência da saudade!

Tanta vida enche meu peito

Ele morreu na minha triste juventude!


Trágico! votei nos meus dias pobres

O destino louco de um amor infrutífero,

minha alma dorme no escuro

Como a morte com um olhar de luto.


Meu Deus, o que me resta? morra comigo

A estrela do meu amor sincero,

Já não vejo a morte no meu peito

Nem mesmo um punhado de flores mortas!

Paródia Poeta Radiante, de Lanna Cabral - Ana Clara Garcia


Princesa radiante

Das estrelas do céu

Ao reino do mar

Aquela rainha é tão bela

Ao ponto de me tirar o ar

Princesa encantada

Do reino de Iemanjá

Vem nos cobrindo com os encantos

Que tem as ondas do mar

De lendários pescadores e marinheiros

Que um dia naufragaram

Diante do seu canto encantado

Trazendo a beleza do mar, o segredo das ondas

e a melodia de Iemanjá

E nas noites de luar

Onde Janaína se põe a cantar

Vem soprando a brisa do mar

Com seu canto entoando

Ela vem nos encantar

Lavando e purificando

Na força da iabá

Essa princesa é uma sereia

Das navegantes que se perdem em alto mar

Pois sua voz é tipo um veneno

Que engana e deixa suas almas sozinhas vagar.

Crônica Lírica - Luiz Gustavo Aires

  Fragmentos de Nostalgia


No crepúsculo suave da memória, encontro-me perdido entre os suspiros do passado, como um viajante solitário que percorre trilhas esquecidas pela vida. Meu nome é Gustavo, e sou um colecionador de momentos, um arqueólogo das lembranças que habitam os recantos da minha mente.

Nostalgia, essa melodia suave e agridoce, é minha companheira constante. Ela sussurra em meus ouvidos, trazendo à tona as imagens desbotadas de um tempo que se foi. Lembro-me das tardes douradas de infância, quando as brincadeiras eram sonhos entrelaçados com a simplicidade de cada dia. A risada ecoa como um eco distante, uma sinfonia que só eu posso ouvir.

Cada rua, cada esquina, é um portal para um mundo que já não existe. Sigo os caminhos que antes eram trilhados com passos leves e coração repleto de curiosidade. As árvores que cresceram junto comigo agora parecem guardiãs silenciosas das histórias que partilhamos.


Mas o tempo não espera por ninguém, e as estações da vida seguem seu curso implacável. Os lugares mudam, as pessoas seguem seus caminhos, e os sonhos se transformam em novas aspirações. A melodia da nostalgia persiste, mas agora traz um tom de gratidão misturado com um toque de saudade.

Hoje, enquanto escrevo estas palavras, percebo que a nostalgia não é um fardo, mas sim um presente. Ela me lembra de onde vim, das alegrias que vivi, das lágrimas que derramei. Essas lembranças moldaram quem sou agora, e embora não possa reviver o passado, posso honrá-lo através da minha jornada presente.

Assim, sigo em frente, com o coração entrelaçado às lembranças que me fazem sorrir e me fazem sentir. Sou Gustavo, um guardião das histórias que a vida me presenteou, um viajante entre o que foi e o que está por vir. E enquanto a nostalgia continua a dançar comigo, sei que cada momento é um presente que logo será envolvido pelas asas da saudade.

Crônica Lírica - Leônidas Filho

 Praia


Certo dia eu estava em casa sozinho e entediado, pois minha irmã havia saído, por esse motivo, decidi me arrumar para sair de casa e aproveitar a praia, já que o dia estava lindo, tão lindo quanto uma flor, então peguei as minhas coisas, tomei o meu café da manhã e sai de casa tão rápido quanto um raio.

Chegando na praia, logo senti o vento em meu rosto, a areia nos meus pês, me sentia muito relaxado, algo que eu não sentia a muito tempo, pois eu já estava a tanto tempo sem sair de casa, que parecia que eu não conseguia fazia isso a uma eternidade.

Enquanto eu estava tomando uma deliciosa água de coco, lembrei que havia deixado o fogão aceso, desesperadamente, peguei as minhas coisas e fui correndo de volta para casa, fiquei imaginando o pior, minha casa ardendo em chamas, no desespero liguei para a minha irmã e perguntei “Você já voltou para casa?”, e ela rapidamente respondeu, “Não, aconteceu algo de errado?”.

Quando cheguei em casa, deliguei o fogão e me senti aliviado por saber que nada de errado havia acontecido com a minha casa, me senti leve como uma pena, depois de passar por esse desespero, liguei novamente a minha irmã e avisei que estava tudo bem, e após esse dia cansativo, tomei um banho e fui dormir.